Alfred Lichtenstein
Capítulo 32. O Verso de Alfred Lichtenstein
Ligações
Mulheres misturam orações em mãos magras:
O Deus God possa enviar um anjo.
Um fragmento de vislumbres enluarados nos esgotos.
Leitores de livros abaixam quietamente nos corpos deles/delas.
Uma noite imerge o mundo em barrela lilás.
O tronco de um corpo flutua em um pára-brisa.
De fundo no cérebro sua pia de olhos.
Profecia
Algum dia--eu tenho sinais--uma tempestade mortal
Está vindo do norte distante.
Em todos lugares está o cheiro de corpos de exército.
A grande matança começa.
O caroço de céu cresce escuro,
Tempestade-morte ergue suas patas arranhadas;
Todos os caroços caem,
Mimica estouro. Meninas explodem.
Os estábulos de cavalos batem ao chão.
Não um ecape de lata de mosca.
Homossexuais bonitos rolam
Fora das camas deles/delas.
As paredes de casas desenvolvem fissuras.
Peixes apodrecem no fluxo.
Tudo conhece seu próprio fim asqueroso.
Ônibus gemendo derrubam.
Noite de inverno
Atrás de sombras de janelas amarelas beba chá quente.